Bitola: 1435, 1520 e outras – o que significa para a carga · ABU JORJIA
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Bitola: 1435, 1520 e outras – o que significa para a carga

Referência8 min de leitura

A bitola é a distância entre as faces internas dos carris. É ela que determina se um vagão pode continuar a rolar através de uma fronteira ou se a carga tem de ser transbordada. Não existe um padrão mundial único, e as rotas Ásia–Europa atravessam várias bitolas. Explicamos qual a bitola ferroviária usada em cada lugar, onde ocorre a mudança de bitola e o que isso significa para a entrega na Ucrânia ao longo do Corredor do Meio.

Bitolas comparadas à escala: 1435, 1520, 1676 e 1000 mm e onde cada uma é usada
Bitolas à escala: 1435, 1520, 1676 e 1000 mm – e onde cada uma é usada.

O que é a bitola e porque varia

A bitola é a distância fixa entre os carris para a qual cada vagão e cada locomotiva é construído. Por razões históricas, não surgiu um padrão mundial único: os países construíram ferrovias em épocas diferentes, por engenheiros diferentes, e muitas vezes escolheram deliberadamente uma bitola distinta por razões de segurança militar. Por isso, um comboio não pode simplesmente passar de uma bitola para outra.

Principais bitolas do mundo

BitolaDesignaçãoOnde é usada
1435 mmbitola normal (Stephenson)Europa, Turquia, China, Irão
1520 mmbitola larga russa („1520")Ásia Central, Cáucaso, Ucrânia, Rússia, Mongólia
1676 mmbitola larga indianaPaquistão, Índia, Bangladeche
1000 mmbitola métricaSudeste Asiático (Tailândia, Vietname, Mianmar), parte da Índia
1668 mmbitola ibéricaEspanha, Portugal

A Finlândia usa 1.524 mm – na prática, a mesma família que os 1.520 mm.

1435 vs. 1520 – o par decisivo para Ásia–Europa

Na rota da Ásia para a Europa e para a Ucrânia, dois padrões encontram-se. A bitola normal 1435 mm cobre a China, a Turquia, o Irão e toda a Europa; importante: a bitola chinesa, turca e europeia é uma única e mesma largura, sem interrupção entre elas. A bitola larga 1520 mm cobre todo o espaço pós-soviético: a Ásia Central, o Cáucaso (incluindo a Geórgia e o Azerbaijão), a Ucrânia e a Rússia. É a fronteira entre o „espaço 1520" e a bitola normal que cria os estrangulamentos.

Mudança de bitola: onde e como

Uma mudança de bitola é um local onde a largura muda e a carga não pode passar sem transbordo. Os pontos mais importantes nas rotas Ásia–Europa:

FronteiraMudança de bitolaPonto
China ↔ Cazaquistão1435 ↔ 1520Dostyk / Khorgos
Azerbaijão/Geórgia ↔ Turquia1520 ↔ 1435Kars (BTK)
Irão ↔ Turquemenistão1435 ↔ 1520Sarakhs
Irão ↔ Paquistão1435 ↔ 1676Zahedan
China ↔ Mongólia1435 ↔ 1520Erlian / Zamyn-Uud

O transbordo faz-se de duas formas: transbordo de contentores por grua, de uma plataforma de uma bitola para outra da bitola seguinte (rápido, razão pela qual a contentorização elimina a maior parte do problema) e substituição de bogies – o vagão é levantado e os seus rodados são trocados para a outra bitola. São operações planeadas, mas custam tempo e dinheiro.

A bitola no Corredor do Meio e no caminho para a Ucrânia

A rota China → Ásia Central → Mar Cáspio → Geórgia → Ucrânia é cómoda em termos de bitola: a mudança ocorre apenas uma vez – na fronteira China–Cazaquistão (Dostyk/Khorgos). Depois disso é tudo „espaço 1520" – Cazaquistão, a travessia do Cáspio, o Azerbaijão, a Geórgia, até aos portos de Poti e Batumi – uma só bitola. A Ucrânia é também 1520 mm, e o troço marítimo não tem bitola nenhuma. Se a carga seguir por ferrovia Baku–Tbilisi–Kars para a Turquia e a UE, ocorre uma segunda interrupção (1520 → 1435) em Kars. A rota completa está em Corredor do Meio – explicado.

Perspetivas de desenvolvimento

O problema da bitola está a atenuar-se. A tendência principal é a contentorização: um contentor é içado em minutos, pelo que bitolas diferentes praticamente não atrasam os comboios de contentores. Estações de transbordo automatizadas e pontos de transbordo modernos nas principais interrupções (Dostyk/Khorgos, Kars) estão a ser desenvolvidos e a sua capacidade cresce. Discutem-se projetos para estender a bitola normal 1435 mm mais fundo pela Ásia, criando uma ligação contínua à rede europeia. Tudo isto acelera e reduz os custos da entrega ao longo do Corredor do Meio.

Conclusão

Bitolas diferentes não são um obstáculo, mas uma questão de bom planeamento de rota. No caminho da Ásia para a Ucrânia através do Corredor do Meio, a bitola muda apenas uma vez, e os contentores atravessam a interrupção rapidamente. A ABU JORJIA constrói uma rota com transbordos mínimos – envie um pedido.

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Perguntas frequentes

O que é a bitola?

A distância entre as faces internas dos carris; cada vagão e cada locomotiva é construído para uma bitola determinada.

Que bitola usa a Ucrânia?

A bitola larga 1520 mm – a mesma que a Ásia Central, o Cáucaso e a Rússia.

A bitola na China e na Europa é a mesma?

Sim – a China, a Turquia, o Irão e toda a Europa usam a bitola normal 1435 mm, sem interrupção entre elas.

O que é uma mudança de bitola?

Um ponto onde a largura da bitola muda e a carga tem de ser transbordada – por grua sobre os contentores ou trocando os bogies.

Quantas vezes muda a bitola da China para a Ucrânia?

Através do Corredor do Meio, apenas uma vez – na fronteira China–Cazaquistão; depois disso são 1520 mm em contínuo, e o troço marítimo não tem bitola.

Como passam os contentores por uma mudança de bitola?

São içados por grua de uma plataforma de uma bitola para outra da bitola seguinte – uma questão de minutos.

Que bitolas existem na região Ásia–Europa?

Principalmente 1435 mm (normal), 1520 mm (russa), 1676 mm (indiana) e 1000 mm (métrica).

Quais são as perspetivas de desenvolvimento?

A contentorização, as estações de transbordo automatizadas e os pontos de transbordo de maior capacidade tornam as mudanças de bitola mais rápidas e mais baratas.